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Comunicação Organizacional | Vícios de linguagem e expressões em inglês invadem a comunicação

Há dias tento pensar fora da caixa para escrever um texto que quebre os paradigmas da comunicação organizacional, subject do meu paper neste portal. No entanto, parece que houve um bloqueio mental e sinto falta de novos skills para dar o start. Criar um artigo customizado não é fácil. Preciso ler muito, estar up-to-date e atenta aos trends a fim de atingir o target. No caso, você, caro leitor, certamente um workaholic ligado full time no seu mobile. Até pensei em fazer um benchmark, buscar o approach de um nome forte do meu networking, mas não é easy, não.

Bem, se você passou o primeiro parágrafo deve achar que enlouqueci. Mas é apenas uma brincadeira para tentar chamar a atenção sobre nossos excessos de termos em inglês e de expressões viciadas do linguajar corporativo. Ou você ainda aguenta um palestrante – ou seu chefe – falar que é preciso quebrar paradigmas?

Poucos de nós sabem onde e como os vícios de linguagem começam, porém, muitas vezes caem em desuso rapidamente. Nos anos 1980, a palavra-chave era just-in-time que, de acordo com o Wikipedia, significa “um sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata. Pode ser aplicado em qualquer organização, para reduzir estoques e os custos decorrentes”.  Bem, se é complicado explicar, melhor nem traduzir. Deixa assim mesmo.

Na década seguinte, downsizing substituía o uso explícito da palavra “demissão”.  Tratava-se do processo de redução dos níveis hierárquicos nas empresas. Reengenharia, termo muito usado também, era quase isso. Na verdade, o resultado era uma massa de trabalhadores na rua.

Com a virada do século, muitos outros termos passaram a ser adotados, como o desenvolvimento sustentável e a necessidade de uma visão holística sobre qualquer coisa. Agora discursam sobre o “empoderamento” da classe C, termo que não achei no dicionário e acredito ser uma tradução livre de empowerment. Esquisita essa tradução.

Confesso que já cheguei de reunião com cliente e fui consultar o dicionário de inglês. Não tinha a mínima ideia do significado de rapport, que o cliente tanto falava durante nossa conversa. Pensei que fosse um relatório (report, em inglês), mas não fazia muito sentido. O site do Instituto Brasileiro de Coaching (essa também é recente) esclarece que se trata de “uma palavra de origem francesa que significa ‘relação’. Representa gerar empatia, ou seja, uma relação de confiança e harmonia dentro de um processo de comunicação no qual a pessoa fica mais aberta e receptiva para interagir, trocar e receber informações.”. Ah, bom, entendi…

 

Atualmente até os cargos dos executivos não são mais traduzidos. Será que o salário diminui para quem tem cargo em português? Para estar no topo da pirâmide é preciso ser CEO, CFO, CIO, CMO e por aí vai. Então, para 2014, desejo que sua empresa atinja todos os KPIs, amplie o market share, cuide bem do marketing mix, tenha muitos inputs e outputs, se torne um player importante dentro do game corporativo, apresente um workflow bem interessante com detalhamento do overhead e que – acima de tudo – a gente se divirta muito com tudo isso.

Fonte: Eko